sexta-feira, 9 de maio de 2014

São Maximiliano Maria Kolbe - 14 agosto

São Maximiliano Maria Kolbe nascido Rajmund Kolbe, O.F.M. Conv. ZDUNSKA Wola (Polonia), 8 de janeiro de 1894 – Auschwitz, 14 de agosto de 1941), foi padre missionário franciscano da Polonia. Morreu como mártir no campo de concentração nazista de Auschwitz, como voluntário para morrer de fome no lugar de franciszek Gajowniczek como castigo pela fuga de um outro prisioneiro.


Foi canonizado pelo seu compatriota, o Papa João II, em 10 de Outubro de 1982, na presença de Franciszek, que sobreviveu aos horrores de Auschwitz. O próprio Papa, em numerosos textos, chama-o de “Santo do nosso século difícil” .

Nascimento:: 8 de janeiro de 1894, Zdunska Wola, Polonia 
Falecimeno: 14 de agosto de 1941, Auschwitz-Birkenau, Oswiecim, Polonia.

“Não esqueça o amor!” São Maximiliano
O bloco 14 era dividido em duas partes, térreo e superior, éramos em 400 prisioneiros. A situação higiênica é indescritível, um banheiro para 400 prisioneiros.

Padre Kolbe esteve no campo 77 dias, chegou dia 28 de maio 1941, era tranqüilo, um homem onde esplendia a bondade, um verdadeiro amigo. Aqueles que o conheciam sempre o ajudavam devido a sua fragilidade. Eu nunca me aproximava dele, ele sempre falava com os outros padres, a respeito da Imaculada e da Santíssima Trindade, somente os mais velhos o escutavam. A coisa mais interessante era perceber o quanto era bom.

- 29/07/1941, mais ou menos 13h00, momento pausa no trabalho e a sirene soou, deu medo, o som não era o mesmo, naquele dia entendíamos que era algo de ruim, e todos deveriam deixar o trabalho e ir para o pátio, é o momento do apelo, ou seja, o controle de prisioneiros de cada bloco. Alguns não suportavam o trabalho e morriam, mas vivo ou morto tinha que estar no momento do apelo, não podia faltar nenhum prisioneiro. Deus me permitiu estar em tantos apelos não sei como consegui. Naquele dia era apelo punitivo, somente para o nosso bloco, e nenhum outro bloco, podia nem mesmo ver pela janela se não também eram punidos.

Depoimento de Micherdzirski (Miguel) ex-prisioneiro número 1261, que esteve 04 anos no campo de concentração de Auschwitz. Foi transportado para o campo no dia 26/06/1940 com 19 anos. Deu seu testemunho no dia 08/01/2004, na Polônia em ocasião dos 110 anos do nascimento de São Maximiliano Kolbe.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Santa Catarina de Sena 29 de Abril

Santa Catarina de Sena   -  1347-1380

Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo.


Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico.

Santa Bernadete Soubirous - 16 de Abril

Santa Bernadete Soubirous- religiosa -(1844-1879)

"Maria é tão bela que, quando a vejo, gostaria de morrer para vê-la novamente", era a resposta da vidente de Lourdes a quantos a confortavam durante a longa enfermidade que por nove anos lhe causou sofrimentos indizíveis. A Virgem a tinha preparado para esta prova: "Não te prometo fazer-te feliz neste mundo, mas no outro". O privilérgio de ter sido escolhida pela Virgem, aos 14 anos, para confirmar a verdade dogmática da Imaculada Conceição, proclamada por Pio IX em 1854, valeu-lhe bem pouca glória humana.

Concluído o ciclo das visões na gruta de Massabielle, iniciadas em 11 de fevereiro de 1858, Bernardete permaneceu o resto da vida na sombra. Foi acolhida no Instituto das Irmãs da Caridade de Nevers, onde passou seis anos, sempre na casa de Lourdes, para ser depois admitida ao noviciado de Nevers. E enquanto junto da milagrosa fonte ocorriam os primeiros prodígios e de toda a parte acorriam multidão de devotos, ela só pedia para permanecer escondida e esquecida de todos.

Na profissão religiosa tinha assumido o nome de irmã Bernarda e durante 15 anos de vida conventual suportou em silêncio sofrimentos físicos e morais, como a indiferença das próprias irmãs, de acordo com o desígnio providencial que priva as almas escolhidas da compreensão e frequentemente também do respeito das almas medíocres. Em comunidade exerceu as funções de enfermeira e de sacristã, até que o agravamento de seu mal a obrigou a permanecer no leito durante todos os nove anos que precederam sua santa morte. Foi canonizada em 8 de dezembro de 1933.
Oração
acender_velas_aeÓ Deus, concedei-nos, pelas preces de Santa Bernadette Soubirous, a quem destes perseverar na imitação de Cristo pobre e humilde, seguir a nossa vocação com fidelidade e chegar àquela perfeição que nos propusestes em vosso Filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem.

Santa Júlia Billiart - 08 abril

Santa Júlia Billiart  - 1751-1816
Fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Namur

08 de Abril - Santa Júlia Billiart

Na cidade de Cuvilly, França, em 12 de julho de 1751, nasceu Maria Rosa Júlia Billiart, filha de Francisco e Maria Antonieta, pobres e muito religiosos, que a batizaram no mesmo dia. Júlia fez a primeira comunhão aos sete anos. Desde então, Jesus foi o único alimento para sua vida. Aprendeu apenas a ler e a escrever, porque ajudava a sustentar a família.

Aos treze anos, Júlia sofreu sérios problemas e, subnutrida, ficou, lentamente, paraplégica, por vinte e dois anos. Durante esse tempo aprendeu os mistérios da vida mística, do calvário, da glória e da luz. Sempre engajada na catequese da paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres. Cultivava amizades na família, com os religiosos, com as carmelitas, com as damas da nobreza que lhe conseguiam os donativos.


Nesta época, decidiu ingressar na vida religiosa, com uma meta estabelecida: fundar uma congregação destinada a educar os pobres e a formar bons educadores. Mesmo não sendo letrada, possuía uma pedagogia nata, aprendida na escola dos vinte e dois anos de paralisia, nos contatos com as autoridades civis e eclesiásticas e com os terrores da destruição da Revolução Francesa e de Napoleão Bonaparte. Assim, ainda paralítica, em 1804 fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora.

Júlia foi incapaz de amarrar sua instituição aos limites das exigências das fundações de seu tempo. Sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus a curou. Depois de trinta anos, voltou a caminhar. A Mãe de Deus era sua grande referência e modelo, e a eucaristia era o centro de sua vida de fé inabalável. Mas viver com ela não era fácil. Era um desafio constante, devido à firmeza de metas foi considerada teimosa e temperamental. Principalmente por não aceitar que a congregação fosse só diocesana, ou seja, sem superiora geral. Custou muito para que tivesse Tal direito, mas, por fim, foi eleita superiora geral.

Júlia abriu, em Amiens, a primeira escola gratuita e depois não parou mais. Viajava pela França e pela Bélgica fundando pensionatos e escolas, pois naqueles tempos de miséria a necessidade era muito grande. Não aceitava qualquer donativo que pudesse tirar a independência da congregação. Para ter recursos, criava pensionatos e, ao lado deles, a escola para pobres. Perseguida e injustiçada pelo bispo de Amiens, foi por ele afastada da congregação. Todas as irmãs decidiram seguir com ela para a cidade de Namur, na Bélgica, onde se fixaram definitivamente.

Júlia, incansável, continuou criando pensionatos, fundando escolas, formando crianças e educadores, ficando conhecidas como as "Irmãs da Nossa Senhora de Namur". Ali a fundadora consolidou a diretriz pedagógica da congregação: a educação como o caminho da plenitude da vida. Morreu em paz no dia 8 de abril de 1816 na cidade de Namur.

"Por meio do seu batismo, de sua consagração religiosa e por sua vida inteira de fé em Deus, que é bom, Júlia foi colocada na trilha da opção divina pelos pobres." Foram as palavras do papa Paulo VI para declarar santa, em 1969, Maria Rosa Júlia Billiart, que no dia 8 de abril deve receber as homenagens litúrgicas. 

Santa Liduína (Lidvina) - 14 abril

Santa Liduína (Lidvina)  - 1380-1433

14 de Abril - Santa Liduína (Lidvina)

Lidvina ou Liduína, como costuma ser chamada por nós, nasceu em Schiedan, Holanda, em 1380, numa família humilde e caridosa. Ainda criança, recolhia alimentos e roupas para os pobres e doentes abandonados. Até os quinze anos, Liduína era uma menina como todas as demais. Porém, no inverno daquele ano, sua vida mudou completamente. Com um grupo de amigos foi patinar no gelo e, em plena descida da montanha, um deles se chocou violentamente contra ela. Estava quase morta com a coluna vertebral partida e com lesões internas. Imediatamente, foi levada para casa e colocada sobre a cama, de onde nunca mais saiu, até morrer.

Depois do trágico acidente, apareceram complicações e outras doenças, numa seqüência muito rápida. Apesar dos esforços, os médicos declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o tratamento seria inútil, só empobrecendo ainda mais a família.

Santa Ema da Saxônia - 19 abril

Santa Ema da Saxônia  +1040

19 de Abril - Santa Ema da Saxônia

Ema da Saxônia morreu em 19 de abril de 1040. No mosteiro de São Ludgero, na Alemanha, inexplicavelmente longe da Saxônia, conserva-se uma relíquia desta santa: uma mão prodigiosamente intacta.

Ela, de origem alemã, nasceu no berço de uma família muito religiosa e cristã. Era irmã de Meginverco, bispo da cidade de Paderborn, que também se tornou santo. Muito nova foi dada em matrimônio para Ludgero, conde da Saxônia, que a deixou viúva um ano depois do enlace. Muito devota, bonita, rica e sem filhos, não desejou se casar novamente. E se manteve constante em seu novo projeto de vida, que foi a total dedicação às obras de caridade.

"A mulher estéril", diz a Bíblia, "será mãe de muitos filhos." Assim foi com Ema. Generosa nas doações e no atendimento ao próximo, mas austera e intransigente consigo mesma, procurou a perfeição no difícil estado de viuvez, uma condição bastante incômoda para uma mulher que ficou só e muito rica.

Santa Filomena 11 agosto


Santa Filomena era filha de pais nobres e foi pretendida pelo Imperador Romano Diocleciano, quando ainda muito jovem, para ser sua esposa; por causa de sua beleza. Como recusasse sua mão, porque havia eleito o próprio Senhor, o tirano ordenou, primeiramente, que a colocassem num cárcere e a flagelassem sangrentamente. Tendo sarado miraculosamente deste suplício, foi ordenado que ela fosse lançada ao rio Tibre com uma âncora amarrada ao pescoço. E como a correnteza a levasse até à margem do rio, mandou Diocleciano que a ferissem com flechadas. Com o corpo todo ferido pelas flechas, a jovem foi lançada novamente no cárcere. Entretanto, no dia seguinte, Filomena foi encontrada com o corpo sadio e sem qualquer marca de ferimento. O cruel tirano ordenou, então, que a ferissem com flechas em chamas. Estas, porém, voltaram-se contra os arqueiros, matando a muitos. Por fim, foi a heróica jovem decapitada, por ordem do Imperador.

Santa Filomena Século IV
"Filomena era filha dos reis de um pequeno Estado da Grécia. Ela nasceu após seus pais converterem-se ao cristianismo, no dia 10 de janeiro. Foi uma bênção de Jesus, pois a rainha era estéril. No batismo, recebeu o nome de Filomena, que significa "filha da luz da fé". Aos doze anos, fez os votos de virgindade e tornou-se esposa de Jesus.
Tinha treze anos quando o imperador romano Diocleciano declarou guerra a seu pai. O rei decidiu viajar para Roma, com a esposa e a filha, e suplicar ao imperador pelo seu povo. O imperador encantou-se com a beleza da jovem e prometeu desistir da guerra se o rei lhe desse a linda filha em casamento. Os reis, com alegria, logo aceitaram, mas Filomena contestou, porque já tinha compromisso com Jesus, seu divino esposo. E ninguém conseguiu convencê-la do contrário. O imperador, humilhado, mandou prendê-la e torturá-la com chicotadas durante trinta e sete dias. Nossa Senhora apareceu-lhe na prisão e revelou que dentro de três dias voltaria com seu amado Filho e a levariam para o céu.
O imperador, cada vez mais cego pelo ódio, mandou flechá-la, mas as flechas voltaram e mataram os arqueiros; então ele mandou jogá-la no rio Tibre com uma âncora no pescoço, mas veio um anjo e cortou a corda. Diante disso, o tirano ordenou que ela fosse decapitada. E assim sua alma voou gloriosamente para o céu, no dia 10 de agosto, numa sexta-feira, às três horas da tarde, como seu divino esposo Jesus." Esse relato está no livro "Revelações", de madre Maria Luiza de Jesus, fundadora da Ordem Religiosa das Irmãs da Imaculada e de Santa Filomena.

Santa Clara de Assis - 11 agosto

Santa Clara de Assis    1193-1253   Fundou a Ordem das Clarissas

11 de Agosto - Santa Clara de Assis

Clara nasceu em Assis, no ano 1193, no seio de uma família da nobreza italiana, muito rica, onde possuía de tudo. Porém o que a menina mais queria era seguir os ensinamentos de Francisco de Assis. Aliás, foi Clara a primeira mulher da Igreja a entusiasmar-se com o ideal franciscano. Sua família, entretanto, era contrária à sua resolução de seguir a vida religiosa, mas nada a demoveu do seu propósito.

No dia 18 de março de 1212, aos dezenove anos de idade, fugiu de casa e, humilde, apresentou-se na igreja de Santa Maria dos Anjos, onde era aguardada por Francisco e seus frades. Ele, então, cortou-lhe o cabelo, pediu que vestisse um modesto hábito de lã e pronunciasse os votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência.

Depois disso, Clara, a conselho de Francisco, ingressou no Mosteiro beneditino de São Paulo das Abadessas, para ir se familiarizando com a vida em comum. Pouco depois foi para a Ermida de Santo Ângelo de Panço, onde Inês, sua irmã de sangue, juntou-se a ela.
Pouco tempo depois, Francisco levou-as para o humilde Convento de São Damião, destinado à Ordem Segunda Franciscana, das monjas. Em agosto, quando ingressou Pacífica de Guelfúcio, Francisco deu às irmãs sua primeira forma de vida religiosa. Elas, primeiramente, foram chamadas de "Damianitas", depois, como Clara escolheu, de "Damas Pobres", e finalmente, como sempre serão chamadas, de "Clarissas".

Em 1216, sempre orientada por Francisco, Clara aceitou para a sua Ordem as regras beneditinas e o título de abadessa. Mas conseguiu o "privilégio da pobreza" do papa Inocêncio III, mantendo, assim, o carisma franciscano. O testemunho de fé de Clara foi tão grande que sua mãe, Ortolana, e mais uma de suas irmãs, Beatriz, abandonaram seus ricos palácios e foram viver ao seu lado, ingressando também na nova Ordem fundada por ela.

A partir de 1224, Clara adoeceu e, aos poucos, foi definhando. Em 1226, Francisco de Assis morreu e Clara teve visões projetadas na parede da sua pequena cela. Lá, via Francisco e os ritos das solenidades do seu funeral que estavam acontecendo na igreja. Anteriormente, tivera esse mesmo tipo de visão numa noite de Natal, quando viu, projetado, o presépio e pôde assistir ao santo ofício que se desenvolvia na igreja de Santa Maria dos Anjos. Por essas visões, que pareciam filmes projetados numa tela, santa Clara é considerada Padroeira da Televisão e de todos os seus profissionais.

Depois da morte de são Francisco, Clara viveu mais vinte e sete anos, dando continuidade à obra que aprendera e iniciara com ele. Outro feito de Clara ocorreu em 1240, quando, portando nas mãos o Santíssimo Sacramento, defendeu a cidade de Assis do ataque do exercito dos turcos muçulmanos.

Santa Joana Francisca de Chantal - 12 agosto


Santa Joana Francisca de Chantal   1572-1641 - Fundou a Congregação da   Visitação de Santa Maria

12 de Agosto - Santa Joana Francisca de Chantal

Filha de um político bem posicionado na França, Joana recusou matrimônio com um fidalgo milionário, por ser ele protestante calvinista. Casou-se, então, com o barão de Chantal, católico fervoroso, com quem levou uma vida profundamente religiosa e feliz.

Joana nasceu em Dijon, França, em 28 de janeiro de 1572, filha de Benigno Frèmiot, presidente do parlamento de Borgonha. Após seu casamento, foi morar no castelo de Bourbillye, e sua primeira ordem na nova casa sinalizou qual seria o estilo de vida que se viveria ali. Mandou que, diariamente, fosse rezada uma missa e que todos os servidores domésticos participassem. Ocupou-se, pessoalmente, da educação religiosa dos serviçais, ajudando-os em todas as suas necessidades materiais.

Quando o barão feriu-se gravemente durante uma caçada, no castelo só se rezava por sua saúde. Mas logo veio a falecer. Joana ficou viúva aos vinte e oito anos de idade, com os filhos para criar. Dedicou-se, inteiramente, à educação das suas crianças, abrindo espaço em seus horários apenas para a oração e o trabalho. Nessa época, conheceu o futuro são Francisco de Sales, então bispo de Genebra. Escolheu-o para ser seu diretor espiritual e fez-se preparar para a vida de religiosa.


Passados nove anos de viuvez e depois de ter muito bem casado as filhas, deixou o futuro barão de Chantal, então um adolescente de quinze anos, com o avô Benigno no castelo de Dijon e retirou-se em um convento. No ano seguinte, em 1610, junto com Francisco de Sales, fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria, destinada à assistência aos doentes. Nessa empreitada juntaram-se, à baronesa de Chantal, a senhora Jacqueline Fabre e a senhorita Brechard.


Joana, então, professou os votos e foi a primeira a vestir o hábito da nova Ordem. Eleita a madre superiora, acrescentou Francisca ao nome de batismo e dedicou-se, exclusivamente, à Obra, vivendo na sua primeira sede, em Anecy. Fundou mais setenta e cinco Casas para suas religiosas com toda a sua fortuna. Mas não sem dificuldades e sofrimentos, e sofrendo muitas perseguições em Paris, sem nunca esmorecer.

Depois de uma dura agonia motivada por uma febre que pôs fim à sua existência, morreu em Moulins no dia 13 de dezembro de 1641. Atualmente, as Irmãs da Visitação estão espalhadas em todos os continentes e celebram, no dia 12 de agosto, santa Joana Francisca de Chantal, que foi canonizada em 1767 para ser venerada como modelo de perfeição evangélica em todos os estados de vida. 

Bem-aventurada Dulce dos Pobres



26 de maio de 1914 - março de 1992 Bem-aventurada Dulce dos Pobres, em toda a sua vida foi e é a mensageira e missionária do amor.

13 de Agosto - Bem-aventurada Dulce dos Pobres

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, nascida em 26 de maio de 1914, filha de Augusto Lopes Pontes e Dulce Maria de Souza.

Maria Rita foi uma criança muito alegre, gostava de brincar de boneca, empinar pipa e com adoração por futebol (torcedora do Esporte Clube Ypiranga). Desde muito nova já mostrava dedicação a pessoas carentes, mendigos e doentes. Aos 13 anos transformou a casa da família em um centro de atendimento a estas pessoas. Sua casa ficou conhecida como "A Portaria de São Francisco", por conta do número de carentes que se aglomeravam a porta. Nesta época Maria Rita manifestou pela primeira vez o desejo de se dedicar a vida religiosa. Após seis anos Maria Rita se transformou em Irmã Dulce.

Santa Edith Stein



Santa Edith Stein  ou Tereza Benedita da Cruz   1891-1942

09 de Agosto - Santa Edith Stein (Tereza Benedita da Cruz)

Edith Stein nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos dois anos, ficou órfã do pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica.

Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação, caráter inabalável e muita obstinação. Na adolescência, viveu uma crise: abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença consciente em Deus. Depois, terminou os estudos com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia, em 1916. A Alemanha só concedeu esse título a doze mulheres na última metade do século XX.

Santa Maria de Cléofas - 09 de Abril

Santa Maria de Cléofas - Século I
09 de Abril - Santa Maria de Cléofas

Maria de Cléofas, também chamada "de Cléopas", ou ainda "Clopas". É destas três formas que consta dos evangelhos o nome de seu marido, Cléofas Alfeu, irmão do carpinteiro José. Maria de Cléofas era, portanto, cunhada da Virgem Maria e mãe de três apóstolos: Judas Tadeu, Tiago Menor e Simão, também chamados de "irmãos do Senhor", expressão semítica que indica também os primos, segundo o historiador palestino Hegésipo.

Por sua santidade, ela uniu-se à Mãe de Deus também na dor do Calvário, merecendo ser uma das testemunhas da ressurreição de Jesus (Mc 16,1): "E passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo". O mensageiro divino anunciou às piedosas mulheres: "Por que procuram o vivo entre os mortos?"

Esse é um fato incontestável: nas Sagradas Escrituras vemos Maria de Cléofas acompanhando Jesus em toda a sua sofrida e milagrosa caminhada de pregação. Estava com Nossa Senhora aos pés da cruz e junto ao grupo das "piedosas mulheres" que acompanharam seus últimos suspiros. Estava, também, com as poucas mulheres que visitaram o túmulo de Cristo para aplicar-lhe perfumes e ungüentos, constatando o desaparecimento do corpo e presenciando, ainda, o anjo anunciar a ressurreição do Senhor.

Assim, Maria de Cléofas tornou-se uma das porta-vozes do cumprimento da profecia. Tem, portanto, o carinho e um lugar singular e especial no coração dos católicos, neste dia que a Igreja lhe reserva para a veneração litúrgica.

Santa Bakhita - Irmã Josefina Bakhita - 08 fevereiro

Religiosa sudanesa da Congregação das Filhas da Caridade (Canossianas).


Irmã Josefina Bakhita nasceu no Sudão (África), em 1869 e morreu em Schio (Vicenza-Itália) em 1947. 



Flor africana, que conheceu a angústia do rapto e da escravidão, abriu-se admiravelmente à graça junto das Filhas de Santa Madalena de Canossa, na Itália. 


A irmã morena 
Em Schio, onde viveu por muitos anos, todos ainda a chamam«a nossa Irmã Morena». 


O processo para a causa de Canonização iniciou-se doze anos após a sua morte, e no dia 1 de dezembro de 1978, a Igreja emanava o Decreto sobre a heroicidade das suas virtudes. 


A Providência Divina que «cuida das flores do campo e dos pássaros do céu», guiou esta escrava sudanesa, através de inumeráveis e indizíveis sofrimentos, à liberdade humana e àquela da fé, até a consagração de toda a sua vida a Deus, para o advento do Reino. 

Na escravidão
Bakhita não é o nome recebido de seus pais ao nascer. O susto provado no dia em que foi raptada, provocou-lhe alguns profundos lapsos de memória. A terrível experiência a fizera esquecer também o próprio nome. 

Bakhita, que significa «afortunada», é o nome que lhe foi imposto por seus raptores. 

Vendida e comprada várias vezes nos mercados de El Obeid e de Cartum, capital do Sudão, conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão.

Rumo à liberdade
Na capital do Sudão, Bakhita foi, finalmente, comprada por um Cônsul italiano, o senhor Calixto Legnani. Pela primeira vez, desde o dia em que fora raptada, percebeu com agradável surpresa, que ninguém usava o chicote ao lhe dar ordens mas, ao contrário, era tratada com maneiras afáveis e cordiais. Na casa do Cônsul, Bakhita encontrou serenidade, carinho e momentos de alegria, ainda que sempre velados pela saudade de sua própria família, talvez perdida para sempre.

Santa Madalena de Canossa

10 de Abril - Santa Madalena de Canossa



Madalena Gabriela Canossa nasceu no dia 1º de março de 1774 na cidade italiana de Verona, que pertencia à sua nobre e influente família. Seu pai faleceu quando tinha cinco anos. Sua mãe abandonou os filhos para se casar novamente. As crianças foram entregues aos cuidados de uma péssima instituição e Madalena adoeceu várias vezes. Por essas etapas dolorosas, Deus a guiou por estradas imprevisíveis.



Aos dezessete anos, desejou consagrar sua vida a Deus e por duas vezes tentou a experiência do Carmelo. Mas sentiu que não era esta a sua vida. Retornou para a família, guardando secretamente no coração a sua vocação. No palácio, aceitou a administração do vasto patrimônio familiar, surpreendendo a todos com seu talento para os negócios. Entretanto, nunca se interessou pelo matrimônio.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

São Francisco de Assis


No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não consegue levar: um estribilho antigo, o carinho no momento preciso, o folhear de um livro, o cheiro que um dia teve o próprio vento...(Mário Quintana - Para Viver Com Poesia)

Francisco de Assis e o Lobo - outra versão
Nesta época São Francisco morava na cidade de Gúbio, onde num certo dia surgiu um grande e feroz lobo que devorava os animais e os homens, de forma que todos morriam de medo, porque esse animal feroz sempre se aproximava da cidade. Por isso, todas as pessoas se armavam quando tinham que sair de Gúbio. Mas, como o animal se mostrava muito feroz, depois de um certo tempo, os habitantes da região nem tinham mais coragem de sair da cidade, mesmo estando armados.

São Francisco, sabendo o que estava acontecendo, resolveu ir ao encontro do lobo. Assim, fazendo o sinal da cruz, saiu da cidade com os seus companheiros para encontrar o temível animal. Foram com ele, ao encontro do lobo, também vários moradores de Gúbio.

Ao chegar no local onde a fera se encontrava, os moradores viram o feroz lobo com a boca aberta indo ao encontro do santo. Quando o animal se aproximou, São Francisco fez o sinal da cruz e o chamou: -”Venha cá, irmão lobo, ordeno-te da parte de Cristo, que não me faças mal, nem a mim e nem a ninguém desta cidade.”

Admiravelmente ao fazer o sinal da cruz o lobo fechou a boca e veio manso como um cordeiro, lançando-se aos pés do santo como se estivesse morto.

Então, Francisco lhe disse: -”Irmão lobo, tens causado muitos prejuízos a esta terra, destruído e matado as criaturas de Deus sem o Seu consentimento. Além de tudo também mataste seres humanos, feitos à imagem e semelhança do Altíssimo. Por isso és digno de forca, como um terrível ladrão e homicida. Toda esta gente que está aqui murmura contra ti e toda a terra te é inimiga. Porém, eu desejo fazer as pazes entre ti e eles, de forma que tu não agredirás mais a eles e eles te perdoarão todas as ofensas que lhes cometeste no passado e não serás mais perseguido por nenhum cão e nem por nenhum homem.”

Depois que São Francisco terminou de falar, o lobo fez um movimento com o corpo, com a cauda e com as orelhas, inclinando a cabeça, para mostrar que aceitava o que o santo dizia.

Com isso, Francisco lhe disse: -”Irmão lobo, já que é do teu agrado fazer e observar a paz, eu te prometo dar alimento continuamente, enquanto viveres, através dos homens desta terra, a fim de que não passes fome, porque sei que foi por causa da fome que fizeste isto tudo. Assim, deves me prometer que não farás mais mal a nenhuma pessoa, nem a nenhum animal. Tu prometes isto?” E o lobo, inclinando a cabeça fez um sinal de que prometia. Então, São Francisco continuou: -”Irmão lobo, eu quero que tu me dês uma prova de que vás cumprir o que prometeste.” E, estendendo o santo a mão para receber o juramento, o lobo levantou a sua pata direita e a colocou sobre a mão do santo.



Após o acordo firmado, Francisco lhe disse novamente: -”Irmão lobo, agora deves vir comigo para concluirmos esta paz em nome de Deus.” Então o lobo o acompanhou mansamente, de modo que todos da cidade se admiraram.

Estando todos reunidos à sua volta, São Francisco pregou dizendo que Deus permitia tais adversidades por causa dos pecados cometidos pelos seres humanos. Por isso, todos deviam fazer penitência, para que Deus os livrasse do lobo do tempo presente e, no futuro, do fogo infernal. Logo em seguida lhes falou do acordo firmado com o lobo e todos prometeram nutri-lo diariamente.

Para concluir, o santo falou novamente ao manso animal: -”E tu, irmão lobo, prometes observar o pacto de paz?” E o lobo se ajoelhou e inclinou a cabeça com movimentos mansos, demonstrando que o observaria.

E continuando Francisco a lhe falar, e pedindo um sinal de que realmente cumpriria o que estava prometendo diante de todo o povo, o lobo estendeu a sua pata direita e colocou-a na mão do santo.

Logo, todos começaram a louvar a Deus por lhes ter enviado São Francisco para alcançar a paz e porque por seus méritos haviam ficado livres da boca do feroz animal.

Depois disto, o lobo viveu ainda dois anos em Gúbio, entrando domesticamente nas casas de porta em porta, sem fazer mal a ninguém, e sem que lhe fizessem também qualquer mal. O povo o nutria com cortesia. Igualmente nenhum cachorro ladrava atrás dele. Finalmente, após dois anos o irmão lobo morreu de velhice, deixando o povo da cidade bastante triste, porque vendo-o, lembravam-se da virtude e da santidade de São Francisco.
(Buscando a Fonte).

A pessoa que trabalha lá em casa é muito, muito humilde.

Você já deve ter ouvido esta frase, com certeza. E com a mesma certeza sabe que quem assim fala está se referindo a alguém com poucos recursos amoedados. Ou intelectuais. Ou ambos.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

AS CINCO TERESAS DO CARMELO

AS CINCO TERESAS DO CARMELO
São cinco as Teresas da Ordem Carmelitana Descalça canonizadas. 
Além da fundadora, 
Teresa de Ávila (Espanha, 1515-1582), temos 
Teresa de Lisieux (França, 1873-1897),= Santa Teresinha do Menino Jesus
Teresa Margarida Redi (Itália, 1747-1770), 
Teresa dos Andes (Chile, 1900-1920) e 
Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein - Polônia, 1891-1942).
Todas elas são muito atuais, graças, em primeiro lugar, à experiência de que são portadoras. Há figuras na história da humanidade que se tornam universais quando dizem algo que vale para todos os homens de todos os tempos. Nas Teresas carmelitanas todos podem se identificar, independentemente do tempo, da cultura, do lugar, porque elas falam de riquezas que ultrapassam as contingências do tempo e do espaço, embora tivessem, todas, o pé bem fincado na própria circunstância. Pela via da mística, elas alçaram voos inimagináveis para suas épocas: fizeram-se autônomas, livres e fortes, não pelo caminho da força, mas pelo caminho da Graça, que não escolhe o sexo.
O fato de serem todas carmelitas leva-nos a pensar que deve haver no Carmelo algo de especial, particularmente no ramo feminino, que o faz gerar para a Igreja e o mundo pessoas tão significativas.
A criatividade das Teresas é admirável. São intuitivas e muito perspicazes, particular-mente no campo da mística, da teologia, da antropologia e da psicologia, ainda que nem todas tivessem estudo que justificasse tanta sabedoria.
Além do fato de serem carmelitas e mulheres, eu destacaria três outros pontos comuns entre elas: 
a mística e a santidade; 
a sensibilidade ao próprio tempo; 
o amor incontido à Igreja e ao mundo.
O primeiro: cada uma deu uma contribuição muito pessoal à busca da santidade e à vivência da mística na Igreja. Santa Teresa colocou a mística no chão, quando, em sua época, místico era tudo o que se destacava do corpo, da matéria. Ela dá à mística uma dimensão de encarnação, própria do cristianismo, mas esquecida no seu tempo. O que marca sua vivência mística é a experiência da humanidade de Cristo. Santa Teresa Margarida é a mística do coração de Jesus. Santa Teresinha é a mística sem arroubos ou êxtases. A santidade, para ela, busca-se no dia a dia, através de uma entrega confiante à misericórdia de Deus. Santa Teresa Benedita coloca em relevo a busca mística: somente o encontro com Deus apazigua a procura pela verdade que durará para sempre enquanto permanecer apenas no campo intelectual. Em sua beatificação, o Papa João Paulo II dizia sobre ela: "Irmã Teresa Benedita da Cruz, uma personalidade que leva na sua intensa vida uma síntese dramática do nosso século, uma síntese rica de feridas profundas que ainda hoje sangram; ao mesmo tempo a síntese de uma verdade plena, para além do homem, em um coração que permanece por longo tempo inquieto e insatisfeito até quando finalmente encontra a sua paz em Deus." Teresa dos Andes ressalta a alegria infinita que se encontra em Deus, para além da efemeridade da civilização do bem-estar.
Outro ponto comum, relacionado à sensibilidade ao seu tempo, é que todas viveram sua experiência estimuladas pelos problemas que viviam, aos quais deram respostas pessoais e criativas. Todas elas, com maior ou menor intensidade, foram incompreendidas em seu tempo, por serem muito originais, especialmente Santa Teresa de Ávila e Santa Teresinha.
O último ponto comum é o amor que essas Teresas demonstraram à Igreja e ao mundo. Uma carmelita certa vez disse que "uma alma que se eleva eleva todo o mundo consigo". Existem, porém, aquelas que são dotadas pelo Espírito de dons que as fazem luzeiros para todos.
Qual é a contribuição de cada uma à Igreja? Santa Teresa de Ávila é a grande santa que colaborou para a renovação não só do Carmelo, mas da Igreja, que nesta oração, recitada no dia de sua festa, reconhece sua contribuição: "Ó Deus, que suscitastes Santa Teresa para ensinar à Igreja o caminho da oração (...)". Sua obra consiste em mostrar à Igreja que toda mudança passa pelo coração do homem que encontra em suas profundezas o castelo onde Deus habita. Santa Teresa Margarida é a mística do escondimento, sinal para a Igreja do Papa Francisco: tanto mais fiel à sua missão, quanto mais simples e serviçal for. Santa Teresinha, chamada a maior santa dos tempos modernos, contribuiu para fazer ver à Igreja a necessidade de voltar a todo tempo à simplicidade evangélica, além de ter proclamado, de forma nova e ardente, que é o amor que a impulsiona e lhe dá vida. A grande contribuição de Santa Edith Stein diz respeito à presença da mulher na Igreja e ao papel do intelectual, que reafirma a existência de um pensamento católico que jamais estará ultrapassado. O grande pensador inglês Gilbert Keith Chesterton, convertido ao catolicismo, dizia aos que chamavam a Igreja de antiquada que o pensamento antiquado só pode ser chamado assim porque sobrevive, enquanto outros pensamentos pagãos estão fadados à morte. Teresa dos Andes nos traz um testemunho menos explosivo, mas não menos luminoso, ao demonstrar ser possível para a América buscar a santidade - não as guerras, a violência, as convulsões - como fator desestruturador de injustiças. A revolução maior quem faz é o santo, que busca o bem necessário e único: Deus Encarnado. O desejo de salvar dominava a todas. Todas sentiram o desejo de dar a vida pela Igreja, sofreram com ela em seu esforço por ser "instrumento de salvação".
Jorge Ben Jor disse que era Flamengo e tinha uma nega chamada Teresa. Nós somos do Carmelo e temos cinco santas chamadas Teresa.
Frei César Cardoso de Resende, ocd

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

São Zacarias e Santa Isabel- 05 novembro

Neste dia recordamos a vida do casal que teve na Palavra de Deus o principal testemunho de sua santidade, já que eram os pais de João Batista, o precursor de Jesus Cristo. Pelo próprio relato bíblico descobrimos que viviam na aldeia de Ain-Karim e que tinham laços de parentesco com a Sagrada Família de Nazaré.

“Havia no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Ábias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel” (Lc 1, 6).

Conta-nos o evangelista São Lucas que eram anciãos e não tinham filhos, o que acabava sendo vergonhoso e quase um castigo divino para a sociedade da época. Sendo assim recorreram à força da oração, por isso conseguiram a graça que superou as expectativas. Anunciado pelo Anjo Gabriel e assistido por Nossa Senhora nasceu João Batista; um menino com papel singular na História da Salvação da humanidade: “pois ele será grande perante o Senhor…e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe (Santa Isabel). Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus” (Lc1, 15s).

Depois do Salmo profético de São Zacarias, onde ele, repleto do Espírito Santo, profetizou a missão do filho, perdemos o contato com a vida do casal, que sem dúvida permaneceram fiéis ao Senhor até o fim de suas vidas. Assim, a Igreja, tanto do Oriente quanto do Ocidente, reconhecem o exemplo deste casal para todos os casais, já que “ambos eram justos diante de Deus e cumpriram todos os mandamentos e observâncias do Senhor” (Lc 1, 6).
São Zacarias e Santa Isabel, rogai por nós!

Todos os Santos - dia 01 novembro

Solenidade de todos os Santos

Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna.

“Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).
Todos os santos de Deus, rogai por nós!

Sao Simão e São Judas Tadeu - 28 outubro

Celebramos na alegria da fé os apóstolos São Simão e São Judas Tadeu. Os apóstolos foram colunas e fundamento da verdade do Reino.

São Simão:
Simão tinha o cognome de Cananeu, palavra hebraica que significa “zeloso”.

Nicéforo Calisto diz que Simão pregou na África e na Grã-Bretanha. São Fortunato, Bispo de Poitiers no fim do século VI, indica estarem Simão e Judas enterrados na Pérsia.
Isto vem das histórias apócrifas dos apóstolos; segundo elas, foram martirizados em Suanir, na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido ambos decapitados. É o que rege o martirológio jeronimita.

Outros dizem que Simão foi sepultado perto do Mar Negro; na Caucásia foi elevada em sua honra uma igreja entre o VI e o VIII séculos. Beda, pelo ano de 735, colocou os dois santos no martirológio a 28 de outubro; assim ainda hoje os celebramos.

Na antiga basílica de São Pedro do Vaticano havia uma capela dos dois santos, Simão e Judas, e nela se conservava o Santíssimo Sacramento.

São Judas Tadeu:
Judas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor:“Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22).

Temos uma epístola de Judas “irmão de Tiago”, que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente”. Orígenes achava esta epístola “cheia de força e de graça do céu”.

Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia.

Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderá os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu.

Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a este apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.

São Judas é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.

São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!

São Judas, designado por Tadeu (que significa o corajoso), é um dos Doze Apóstolos escolhidos por Jesus para o acompanhar na Sua vida pública. Irmão de S. Tiago Menor, primo de Jesus, seguiu o Divino Mestre de perto e depois do dia de Pentecostes dedicou-se à pregação do Evangelho na Judéia, Samaria, Mesopotâmia (hoje região do Iraque) e na Pérsia, aonde viria a morrer martirizado juntamente com o Apostolo São Simão.

Por causa da traição de Judas Iscariotes, o nome de Judas (que significa Deus seja louvado) veio a cair no opróbrio, votando os cristãos tal horror e desprezo por aquela designação que o termo Judas passou a ter, usavam como equivalente de traidor, criminoso, assassino, homem desprezível ou diabólico. Narra Santa Brígida que Nosso Senhor quis reparar tal estado de coisas e fazer justiça a nome tão belo e sublimemente usada por Seu primo materno. Numa aparição àquela famosa santa sueca, Jesus, num momento difícil, disse-Ihe: “para recorrer a São Judas Tadeu, pois ele queria ajudar os seus irmãos neste mundo”. Tornou-se conhecido na tradição cristã como o advogado das causas consideradas perdidas, desesperadas, angustiosas ou muito difíceis de resolver satisfatoriamente. “Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo”. (Carta de São Judas 1,20)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Beata Alexandrina - Alexandrina de Balazar beata

BEATA ALEXANDRINA - DOUTORA DAS CIÊNCIAS DIVINAS - (Extractos dos Sentimentos da Alma)
18 de Maio de 1945, sexta-feira


– Vem o Jardineiro divino ao seu jardim a ver as maravilhas que nele operou e ofruto de tantas canseiras. Vem o Rei ao palácio da sua esposa, o Redentor divino à sua redentora, à nova salvadora da humanidade.


As minhas maravilhas em ti não ficam ocultas, não consinto no seu escondimento. Hão-de brilhar ! São a minha glória ; são salvação das almas.

Tudo será conhecido, minha doutora das ciências divinas, tudo será conhecido no livro da tua vida [1].

És a heroína do amor, a heroína da dor, a heroína da reparação, a heroína dos combates, a rainha dos heroísmos.

Recebe conforto, filhinha, recebe o Meu amor divino.

Quando vier a ti nos Meus colóquios, uno-Me a ti com este amor. Venho dar vida e conforto ao teu coração, ajudar-te nas tuas trevas.

És minha sempre e Eu sempre em ti habito !
22 de Fevereiro de 1946, sexta-feira

– És mestra de todas as ciências, doutora das ciências divinas.

Quanto o mundo tem de aprender de ti !

Eu falo com toda a ciência e sabedoria. Quando te falei da Pátria, não te enganei, porque, para aqueles que obedecem, no mundo não têm pátria, a sua Pátria é só o Céu.

Se soubesses, minha filha, quanto custou ao meu Divino Coração, louco de amor por ti, não te dizer tudo o que ia suceder, quando sorri e demorei a minha resposta !

Dei-te a coragem e confiança em todo este te tempo para poderes resistir e teres agora coragem para receberes tão grande golpe (partida do Pe. Pinho para o Brasil).

Não te enganei ao dizer que não te pedia o sacrifício da partida do teu Paizinho (era assim que a Alexandrina se referia ao Padre Mariano Pinho). Não to pedi na ocasião; vim agora pedir-to mais tarde. E vês como me deste tudo ?
1º de Dezembro de 1944, sexta-feira

Ele (Jesus) veio, e veio cheio de amor.

– Vem, minha filha, louca de dor e amor, ao meu encontro.