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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Santa Catarina de Labouré

Ainda jovenzinha, Catarina Labouré, sonhou que se encontrava na capela de sua cidade natal, Fain-les-Moutiens, na Borgonha (França) e que um venerável sacerdote acabara de celebrar a missa. Quando descia ele os degraus do altar, de repente se deteve e, sorrindo, convidou a menina a aproximar-se; Catarina, estranhando o gesto, assustou-se e saiu da capela. Dirigiu-se, então, diretamente à casa de uma amiga enferma. Entrou no quarto desta e – ó surpresa! – novamente viu o mesmo ancião, o sacerdote de cabelos brancos, de pé, junto ao leito. Ele voltou a sorrir-lhe e, estendendo-lhe a mão, disse-lhe: “Filha minha, fazes bem em cuidar dos enfermos. Agora me evitas, mas dia virá em que te alegrarás de vir a mim. Deus tem desígnios a teu respeito. Não o esqueças!” E logo apareceu esfumar-se… Esse o sonho.
A jovem Catarina, ou Zoé, como era chamada familiarmente, nunca se esqueceu do sonho incompreensível. Mais tarde, quando em visita à Casa de Caridade de Paris, surpreendeu-se com um retrato suspenso à parede. E exclamou: “O mesmo sacerdote que vi em sonho”. E ficou sabendo, pelo Padre Prost, que o ancião dos seus sonhos era São Vicente de Paulo: “os mesmos olhos sorridentes, a mesma boca amável que lhe havia falado, o mesmo rosto coroado de cabelos brancos, cheio de bondosa compreensão, que ela havia contemplado em sonho…”
Após algumas desavenças com seu pai, acabou entrando para a ordem das Irmãs da Caridade.
A visões
Uma noite de verão
Aos 18 de julho de 1830, véspera da festa de São Vicente que ela tanto ama, Catarina recorre àquele de quem, cujo coração ela viu transbordando de amor, para que seu grande desejo de ver a Santíssima Virgem seja enfim alcançado. Às onze horas e meia da noite, ela ouve chamá-la pelo seu nome.