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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dia de Reis


O ato de desmontar os enfeites de Natal no Dia de Reis, virou uma tradição aos povos do Ocidente e de de fé Católica. Entretanto, o costume não é realmente uma "obrigação". 

De acordo com o frei Rozântimo Antunes Costa, do Santuário Santo Antônio do Valongo, em Santos, a desmontagem da árvore, do presépio e de outros acessórios natalinos não precisa, obrigatoriamente, ocorrer no sexto dia do ano, quando, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo recém-nascido recebeu a visita de três Reis Magos. 


Quem quiser retirar os enfeites depois, também não deve se preocupar. "Não há mal nenhum. Aqui mesmo no Santuário, vão deixar até fevereiro a exposição de presépios. 
Término do Ciclo Natalino 
O pároco explica que o dia estipulado, no conceito da Igreja Católica para a remoção dos itens, ocorre no segundo domingo depois do natal, data em que será comemorado o Batismo de Jesus Cristo. Esse período, simboliza o término do Ciclo Natalino, que acontece uma semana após a Epifania do Senhor, duas semanas após o Natal.

O dia de Reis foi criado para lembrar a data em que os três Reis Magos entregaram presentes ao Menino Jesus. É uma festa da Igreja Católica Apostólica Romana, realizada entre os dias vinte e quatro de dezembro e 06 de janeiro, o dia da comemoração.
Trazida pelos portugueses na época da colonização do Brasil, a folia de reis é um movimento cultural onde os grupos saem caminhando a pé pelas ruas das cidades, para levar às pessoas as bênçãos do menino Jesus.

Os participantes saem a caráter, cada personagem possui roupas próprias, deixando a folia com um ar mais animado.
Dentre os personagens que aparecem na festa temos: mestre, contramestre, músicos, tocadores, reis magos, palhaço e outras pessoas, donas de conhecimentos da data.

Na história do natal os reis magos foram guiados por uma estrela até chegarem ao local onde Maria estava com seu filho, na presença de José. O caminho percorrido foi longo, pois cada um estava em uma localidade, por isso demoraram cerca de doze dias para chegar a Belém.

Gaspar partiu da Ásia, levando incenso para proteger o Messias. Sua utilidade é espantar insetos com o aroma espalhado pelo ar, fazendo também do objeto uma reprodução da fé e da espiritualidade.
Da Europa, o enviado foi Belchior ou Melchior. Seu presente, o ouro, era oferecido apenas para os deuses, motivo pelo qual o ofertou para Jesus, simbolizando a riqueza, a realeza.

A mirra não foi esquecida. Baltazar levou-a da África, como a lembrança oferecida aos profetas. É um óleo ou resina extraído de uma planta, utilizado para o preparo de medicamentos.