
"Filomena era filha dos reis de um pequeno Estado da Grécia. Ela nasceu após seus pais converterem-se ao cristianismo, no dia 10 de janeiro. Foi uma bênção de Jesus, pois a rainha era estéril. No batismo, recebeu o nome de Filomena, que significa "filha da luz da fé". Aos doze anos, fez os votos de virgindade e tornou-se esposa de Jesus.

O imperador, cada vez mais cego pelo ódio, mandou flechá-la, mas as flechas voltaram e mataram os arqueiros; então ele mandou jogá-la no rio Tibre com uma âncora no pescoço, mas veio um anjo e cortou a corda. Diante disso, o tirano ordenou que ela fosse decapitada. E assim sua alma voou gloriosamente para o céu, no dia 10 de agosto, numa sexta-feira, às três horas da tarde, como seu divino esposo Jesus." Esse relato está no livro "Revelações", de madre Maria Luiza de Jesus, fundadora da Ordem Religiosa das Irmãs da Imaculada e de Santa Filomena.
Entretanto o corpo de santa Filomena só foi encontrado nas escavações das catacumbas de Priscila, em Roma, no dia 25 de maio de 1802. A sepultura estava intacta, fato realmente raríssimo, e foi aberta na presença de autoridades civis, religiosos da Igreja e peritos leigos. Durante as escavações, ainda encontraram: três placas de terracota, com as seguintes inscrições: "Paz te Cum Fi Lumena", ou seja "A paz esteja contigo, Filomena". O caixão tinha os entalhes de uma palma, três flechas, uma âncora, um chicote e um lírio, indicando a forma de seu martírio e morte. Dentro dele estavam as relíquias do corpo de uma jovem e um pequeno frasco com um líquido vermelho ressequido. Os peritos verificaram que o corpo era de uma jovem com cerca de treze anos, que tinha o crânio fraturado e que teria vivido no século IV. Assim, finalmente, foram encontradas as relíquias da jovem mártir santa Filomena, que ficaram sob os cuidados da Igreja Católica.
Essas relíquias foram transferidas para a igreja de Nossa Senhora das Graças, em Nápoles, onde muitas graças e milagres foram alcançados por intercessão da santa, bem como ocorreram em muitas outras partes do mundo cristão.O seu santuário tornou-se um centro de intensa e freqüente peregrinação.
O dominicano monsenhor Mastai Ferretti, que se tornou o papa Pio IX em 1849, foi ao santuário de Santa Filomena, em Nápoles, e celebrou uma missa na igreja em agradecimento à graça e intercessão da santa, que o curou de uma doença grave. Outros pontífices declararam-se fiéis devotos de santa Filomena, entre eles o papa Leão XII, que a proclamou "a grande milagrosa do século XIX". Foi o papa Gregório XVI que a nomeou "Padroeira do Rosário Vivente" e escolheu o dia 11 de agosto para a sua festa.
Entretanto as seqüências dos estudos e descobertas posteriores mostraram que a sepultura de santa Filomena havia sido utilizada, ao longo dos séculos, para abrigar outros mártires. Diante de tal conclusão, a Igreja, durante a reforma universal dos ritos litúrgicos, em 1961, suprimiu-a do calendário. Mas os reconhecimentos oficiais dos milagres por intercessão de santa Filomena, a legião de fiéis e peregrinos, a própria devoção particular de papas e muitos santos continuam dando vida a esta celebração como marca da grande e intensa manifestação de fé que o povo tem pelo Redentor.
A história de Santa Filomena é marcada por bravura, fé e perseverança. Conhecida por muitos milagres, seu dia é comemorado em 10 de agosto, data em lembrança ao martírio sofrido por escolher entregar sua vida a Jesus Cristo e à fé. É conhecida também como Padroeira dos filhos de Maria e do Rosário Vivo.
Oração

História de Santa Filomena
Imagem: Reprodução
Nascida na Grécia em meio a uma família nobre, Santa Filomena foi o milagre recebido por seus pais pela conversão e batismo ao cristianismo, quando por intermédio do médico do palácio, souberam da verdadeira fé que somente está em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Agraciados por abandonar a fé em deuses estranhos e aceitarem o batismo cristão, nascera a primeira filha do casal que por nascer à luz da fé, recebeu o nome de Lumena. Em seu batismo, a menina receberia outro nome, vindo a ser chamada de Filomena, que significa filha da luz. Já aos 5 anos recebera pela primeira vez a comunhão e quando chegara aos 11 anos, estava decidida por entregar sua vida à fé, por meio da consagração do voto de virgindade perpétua.
Aos 13 anos a santa fora prometida ao Imperador Diocleciano por causa de uma injusta ameaça de guerra ao reino de seu pai. Impressionado com a beleza de Filomena, o Imperador perdeu-se de paixão pela bela jovem a quem desejaria desposar, porém Filomena já havia decidido “casar com o Senhor Jesus”, entregando sua vida à fé, e não aceitou o casamento com o Imperador.

A santa foi canonizada e tornou-se conhecida por curar uma jovem chamada Pauline-Marie Jaricot em 1835, que sofria de uma doença grave do coração e estava desenganada por seus médicos; esse chamado de “o milagre do século”. Sua canonização ocorreu em 13 de janeiro de 1837.
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